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O
Projeto
Salva Vidas - Campanha para cadastramento de doadores de medula
óssea
1. Apresentação
Ciente de sua missão, a Igreja Batista do Coração – através de sua área de responsabilidade social e cidadania, o Coração Solidário – promove o cadastramento de doadores de medula óssea, colaborando para o aumento de cadastros no Registro Nacional de Doadores de Medula Óssea – REDOME. Este Projeto, denominado Salva Vidas, representa apenas uma parte do conjunto de ações realizadas pelo Coração Solidário, que expressam de maneira concreta o amor de Deus. Seguindo o exemplo de Cristo, que sentiu a dor do próximo, se compadeceu e agiu para aliviar sofrimento, temos trabalhado para minimizar a dor de pessoas que necessitam de uma doação e de suas famílias.
2. Justificativa
A medula óssea é o tecido encontrado no interior dos
ossos, popularmente conhecido como tutano, sua função
é produzir as células sangüíneas: glóbulos
brancos, glóbulos vermelhos e plaquetas. Cada uma destas
células é de vital importância para o funcionamento
do organismo.
Existem algumas doenças
que afetam as células do sangue e requerem, como tratamento,
o transplante de medula óssea, assim a medula óssea
doente é substituída por células normais esperando-se
a reconstituição de uma nova medula. Tais doenças
são: Anemia Aplástica Grave e alguns tipos de Leucemia
como Mielóide Aguda, Mielóide Crônica e Linfóide
Aguda.
Em alguns casos o
transplante é uma das opções de tratamento,
em outros, a melhor alternativa. Quando indicado o transplante é
preciso encontrar um doador compatível com o paciente. Primeiramente
busca-se tal compatibilidade na própria família do
paciente, entre irmãos ou pais. Porém, entre irmãos
do mesmo pai e mesma mãe as chances de se encontrar um doador
compatível são de 35%. Portanto, quanto menor o número
de irmãos, menores as chances.
Apenas cerca de 40%
dos pacientes encontram doadores compatíveis na família.
A solução é a busca por um doador compatível
entre os grupos étnicos semelhantes (brancos, negros, amarelos...).
Para tanto, o paciente é cadastrado no banco nacional de
receptores de medula óssea, o REREME, na busca de um doador
compatível voluntário cadastrado no registro brasileiro
de doadores de medula óssea, o REDOME. O REDOME coordena
a pesquisa de doadores nos bancos brasileiros e estrangeiros. No
entanto, as chances se de encontrar um doador compatível
fora da família se reduzem a apenas 0,1%.
No Brasil, segundo
o Instituto Nacional do Câncer, o INCA, cerca de 4 mil pessoas
por ano precisam de transplante de medula óssea. Desde outubro
de 1984 até maio de 2007, ou seja, em 23 anos, 1.146 pacientes
foram beneficiados pelo transplante. Em outubro de 2006 o número
de doadores cadastrados no REDOME chegou a 300 mil. Não obstante,
a necessidade por mais doadores cadastrados no Brasil é alarmante
em função da elevada miscigenação. Portanto,
aumentar o número de representantes brasileiros no Registro
significa oferecer maior diversidade genética para elevar
as chances de obtenção de doadores compatíveis.
O cadastramento é
um processo simples onde o voluntário – que deve ter
entre 18 e 55 anos – procura o hemocentro de sua cidade, preenche
uma ficha de identificação e passa por uma coleta
de 10ml de sangue destinados ao teste de compatibilidade (tipagem
HLA). Os dados são cadastrados no REDOME. Caso surja um receptor
compatível o voluntário é chamado para novos
exames. Se confirmada 100% de compatibilidade o voluntário
é consultado a decidir acerca da doação.
Geralmente, as pessoas
compreendem a simplicidade da primeira fase, o cadastramento, mas
temem quanto à doação de medula óssea
propriamente dita. Os hemocentros esclarecem que a falta de informação
tem criado muitos mitos e um mau entendimento sobre o assunto. Por
confundirem medula óssea com medula espinhal, as pessoas
costumam associar tal doação com algo que irá
prejudicar sua saúde ou deixá-las paralíticas.
A doação praticamente não oferece riscos para
o doador. São retirados menos de 10% da medula óssea,
equivalente a uma bolsa de sangue. A maneira mais comum para retirada
é através de uma punção com agulha especial
e seringa na região da bacia, sob efeito de anestesia. No
dia seguinte o doador é liberado para retornar às
suas atividades.
Embora as campanhas
e a divulgação de informações incentivem
as pessoas ao cadastramento, a procura pelos hemocentros ainda é
baixa diante da demanda. Geralmente as campanhas não têm
caráter permanente e representam ações esporádicas.
Além disto, mesmo cientes da importância do cadastramento
e desejosas de serem voluntárias, nem sempre tal intenção
se concretiza em ação, isto é, no cadastramento
propriamente dito. Ações e iniciativas de organizações
não-governamentais visando à conscientização
e recrutamento de doadores têm contribuído para o aumento
do número de pessoas cadastradas. Algumas destas organizações,
em parceria com hemocentros, têm organizado campanhas com
sucesso, contando com unidades móveis para cadastramento.
O Coração
Solidário entende sua responsabilidade no sentido de somar
esforços e multiplicar a visão. Motivado por princípios
cristãos de amor ao próximo e compartilhamento do
amor de Deus, este Projeto deseja contribuir para o aumento significativo
da quantidade de doadores de medula óssea, bem como para
a sensibilização de pessoas e organizações
quanto ao comprometimento com campanhas de igual teor.
3. Objetivos
Objetivo Geral:
Contribuir para que pessoas que necessitam de doação
de medula óssea tenham suas vidas salvas a partir de uma
ação de voluntariado.
Objetivos Específicos:
• Promover, através da divulgação de
informações e da parceria com a Fundação
Hemominas, o cadastramento de pessoas no REDOME em eventos coordenados
pela Igreja do Coração e seus parceiros;
• Divulgar permanentemente informações sobre
o cadastramento no REDOME, a doação de medula óssea,
o transplante de medula óssea e as necessidades dos receptores;
• Auxiliar na fidelização dos cadastrados, incentivando-os
a manter seus dados sempre atualizados junto aos Hemocentros.
4. Público-Alvo
(beneficiários)
Os beneficiários diretos desta ação são
os pacientes cadastrados, atualmente, no REREME à espera
de um doador compatível. Certamente, também se beneficiam
as famílias dos receptores ao contar com chances crescentes
de compatibilidade. A continuidade e multiplicação
desta ação contribuem também para aumentar
as oportunidades de vida de futuros receptores.
Os doadores cadastrados,
os hemocentros, as instituições parceiras, os voluntários
em ação para o trabalho de cadastramento e as igrejas
e outras organizações mobilizadas também se
beneficiam na medida em que oferecem sua parcela de contribuição
para a sociedade.
Fontes
de pesquisa
Instituto Nacional do Câncer – INCA – www.inca.gov.br
Associação da Medula Óssea – AMEO –
www.ameo.org.br
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