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Algumas
perguntas e respostas....
Como funciona
o cadastramento?
Em um cadastro para doação de medula óssea,
você passará por uma coleta de 5 ml de sangue para
o teste de compatibilidade e será preenchido um cadastro
com seus dados que vão para um banco nacional de doadores.
O cadastramento é um processo muito simples e o voluntário
deve ter entre 18 e 55 anos. Caso surja um receptor compatível,
posteriormente o voluntário é chamado para novos exames
e, se confirmar a compatibilidade, o voluntário é
consultado a decidir acerca da doação. A doação
praticamente não oferece riscos para o doador, pois são
retirados menos de 10% da medula óssea através de
punção na região da bacia, sob efeito de anestesia
e no dia seguinte, o doador é liberado para retornar às
suas atividades. De qualquer forma, se cadastrar significa dar oportunidade
de alguém sair da fila de espera pela doação,
é muito simples oferecer esperança.
Circuito do doador - Campanha Salva-Vidas
1. O voluntário ao cadastramento é recepcionado
no local do evento;
2. Logo o voluntário dirige-se para a palestra com a pessoa
responsável a fim de conhecer o processo de doação
de medula óssea e tirar possíveis dúvidas;
3. O próximo passo é o preenchimento da ficha de cadastro
com os dados pessoais do voluntário feito por uma equipe
de voluntários da Campanha. Neste momento ele recebe um tubo
devidamente identificado, onde será armazenada a respectiva
amostra sanguínea.
4. Com a ficha e o tubo em mãos o voluntário é
encaminhado para a coleta sanguínea propriamente dita, realizada
por profissionais do Hemominas e enfermeiros experientes.
5. O voluntário se dirige para a mesa de conferência
dos dados das fichas e dos tubos e tem sua assinatura colhida.
Após o cadastramento o Hemominas envia para laboratório
especializado as amostras, que são analizadas e depois enviadas
para o REDOME (registro nacional de doadores de medula óssea).
Os dados são cruzados com os cadastrados do REREME (registro
nacional de receptores de medula óssea).
O que é medula óssea?
É um tecido líquido que ocupa o interior dos ossos,
sendo conhecida popularmente por 'tutano'. Na medula óssea
são produzidos os componentes do sangue: as hemácias
(glóbulos vermelhos), os leucócitos (glóbulos
brancos) e as plaquetas. Pelas hemácias, o oxigênio
é transportado dos pulmões para as células
de todo o nosso organismo e o gás carbônico é
levado destas para os pulmões, a fim de ser expirado. Os
leucócitos são os agentes mais importantes do sistema
de defesa do nosso organismo, inclusive nos defende das infecções.
As plaquetas compõem o sistema de coagulação
do sangue.
Qual a diferença
entre medula óssea e medula espinhal?
Enquanto a medula óssea, como descrito anteriormente, é
um tecido líquido que ocupa a cavidade dos ossos, a medula
espinhal é formada de tecido nervoso que ocupa o espaço
dentro da coluna vertebral e tem como função transmitir
os impulsos nervosos, a partir do cérebro, para todo o corpo.
O que é transplante de medula óssea?
É um tipo de tratamento proposto para algumas doenças
malignas que afetam as células do sangue. Ele consiste na
substituição de uma medula óssea doente, ou
deficitária, por células normais de medula óssea,
com o objetivo de reconstituição de uma nova medula.
O transplante pode ser autogênico, quando a medula ou as células
precursoras de medula óssea provêm do próprio
indivíduo transplantado (receptor). Ele é dito alogênico,
quando a medula ou as células provêm de um outro indivíduo
(doador). O transplante também pode ser feito a partir de
células precursoras de medula óssea obtidas do sangue
circulante de um doador ou do sangue de cordão umbilical.
Quando é
necessário o transplante?
Em doenças do sangue como a Anemia Aplástica Grave
e em alguns tipos de leucemias, como a Leucemia Mielóide
Aguda, Leucemia Mielóide Crônica, Leucemia Linfóide
Aguda. No Mieloma Múltiplo e Linfomas, o transplante também
pode estar indicado.
Anemia Aplástica:
É uma doença que se caracteriza pela falta de produção
de células do sangue na medula óssea. Apesar de não
ser uma doença maligna, o transplante surge como uma saída
para 'substituir' a medula improdutiva por uma sadia.
Leucemia: É
um tipo de câncer que compromete os glóbulos brancos
(leucócitos), afetando sua função e velocidade
de crescimento. O transplante surge como uma forma de tratamento
complementar aos tratamentos convencionais.
Como é
feita a doação de medula óssea?
Existem duas formas de doar as células progenitoras ou células-mãe
da medula óssea. Uma relacionada à coleta das células
diretamente de dentro da medula óssea (nos ossos da bacia)
e a outra por filtração de células-mãe
que passam pelas veias (aférese).
1) A punção
da medula é realizada com agulha especial e seringa na região
da bacia . Retira-se uma quantidade de medula (tutano do osso) equivalente
à uma bolsa de sangue. Para que o doador não sinta
dor, é realizada anestesia e o procedimento dura em média
60 minutos. A sensação do doador é de média
intensidade e permanece em média por uma semana ( 2 a 14
dias), semelhante a uma queda ou uma injeção oleosa.
Não fica cicatriz, apenas a marca de 3 a 5 furos de agulhas.
É importante destacar que não é uma cirurgia,
ou seja, não há corte, nem pontos. O doador fica em
observação por um dia e pode retornar para sua casa
no dia seguinte.
Coleta do osso da bacia
2) A coleta pela veia é realizada pela máquina de
aférese. O doador recebe um medicamento por 5 dias que estimula
a multiplicação das células- mãe. Essas
células migram da medula para as veias e são filtradas.
O processo de filtração dura em média 4 horas,
até que se obtenha o número adequado de células.
O efeito colateral mais frequente deste procedimento é devido
ao uso do medicamento ,que em alguns doadores pode dar dor no corpo,
como uma gripe.
Coleta das células progenitoras estimuladas pela máquina
de aférese
O médico vai
informar sobre qual a melhor forma de coleta de células.
Dependendo da doença e da fase em que se encontra, o paciente
pode se beneficiar mais com uma forma de doação.
O doador por possuir
uma medula sadia e bom estado de saúde, reconstituirá
o que doou rapidamente e poderá voltar às atividades
normais. Em casos especiais e raros, como compatibilidade com outra
pessoa, o doador poderá doar novamente a medula óssea.
Como é
o transplante para o paciente?
Depois de se submeter a um tratamento que destrói a própria
medula, o paciente recebe a medula sadia como se fosse uma transfusão
de sangue. Essa nova medula é rica em células chamadas
progenitoras, que, uma vez na corrente sangüínea, circulam
e vão se alojar na medula óssea, onde se desenvolvem.
Durante o período em que estas células ainda não
são capazes de produzir glóbulos brancos, vermelhos
e plaquetas em quantidade suficiente para manter as taxas dentro
da normalidade, o paciente fica mais exposto a episódios
infecciosos e hemorragias. Por isso, deve ser mantido internado
no hospital, em regime de isolamento. Cuidados com a dieta, limpeza
e esforços físicos são necessários.
Por um período de 2 a 3 semanas, necessitará ser mantido
internado e, apesar de todos os cuidados, os episódios de
febre são quase uma regra no paciente transplantado. Após
a recuperação da medula, o paciente continua a receber
tratamento, só que em regime ambulatorial, sendo necessário,
por vezes, o comparecimento diário ao hospital.
Quais os
riscos para o paciente?
A boa evolução durante o transplante depende de vários
fatores: o estágio da doença (diagnóstico precoce),
o estado geral do paciente, boas condições nutricionais
e clínicas, além, é claro, do doador ideal.
Os principais riscos se relacionam às infecções
e às drogas quimioterápicas utilizadas durante o tratamento.
Com a recuperação da medula, as novas células
crescem com uma nova 'memória' e, por serem células
da defesa do organismo, podem reconhecer alguns órgãos
do indivíduo como estranhos. Esta complicação,
chamada de doença enxerto contra hospedeiro, é relativamente
comum, de intensidade variável e pode ser controlada com
medicamentos adequados. No transplante de medula, a rejeição
é rara.
Quais os
riscos para o doador?
Os riscos são poucos e relacionados a um procedimento cirúrgico
que necessita de anestesia geral, sendo retirada do doador a quantidade
de medula óssea necessária (menos de 10%). Esta pequena
cirurgia tem duração de aproximadamente 90 minutos
e consiste de 4 a 8 punções na região pélvica
posterior para aspiração da medula. Dentro de poucas
semanas, a medula óssea do doador estará inteiramente
recuperada. Uma avaliação pré-operatória
detalhada avalia as condições clínicas e cardiovasculares
do doador visando a orientar a equipe anestésica envolvida
no procedimento operatório.
O que é
compatibilidade?
Para que se realize um transplante de medula é necessário
que haja uma total compatibilidade tecidual entre doador e receptor.
Caso contrário, a medula será rejeitada. Esta compatibilidade
tecidual é determinada por um conjunto de genes localizados
no cromossoma 6. Por isso, devem ser iguais entre doador e receptor.
Esta análise é realizada em testes laboratoriais específicos,
a partir de amostras de sangue do doador e receptor, chamados de
exames de histocompatibilidade. O laboratório do Centro de
Transplante de Medula Óssea funciona no Hospital dos Servidores
do Estado. Com base nas leis de genética, as chances de um
indivíduo encontrar um doador ideal entre irmãos (mesmo
pai e mesma mãe) é de 25%.
O que fazer
quando não há um doador compatível?
Quando não há um doador aparentado (um irmão
ou outro parente próximo, geralmente um dos pais), a solução
é procurar um doador compatível entre os grupos étnicos
(brancos, negros amarelos...) semelhantes. Embora, no caso do Brasil,
a mistura de raças dificulte a localização
de doadores, é possível encontrá-los em outros
países. Desta forma surgiram os primeiros Bancos de Doadores
de Medula, em que voluntários de todo o mundo são
cadastrados e consultados para pacientes de todo o planeta. Hoje,
já existem mais de 5 milhões de doadores. O Registro
Nacional de Doadores de Medula Óssea (REDOME) coordena a
pesquisa de doadores nos bancos brasileiros e estrangeiros.
REDOME - Registro Nacional de Doadores Voluntários de Medula
Óssea
Rua do Resende, 195, térreo - Centro - Rio de Janeiro / RJ
Tel.: (21) 3970-2382 / 3970-4100
Telefax.: (21) 3970-3968
e-mail: redome@inca.gov.br
Outra perguntas - Fonte:
Comunidade Grupos do Coração no ORKUT
Quem precisa de transplante de medula óssea?
O Transplante de Medula Óssea (TMO) é indicado principalmente
para o tratamento de doenças que comprometem o funcionamento da
medula óssea, como doenças hematológicas, onco-hematológicas, imunodeficiências,
doenças genéticas hereditárias, alguns tumores sólidos e doenças
auto-imunes.
Doenças Onco- hematológicas
-Leucemias Agudas e Crônicas
-Linfomas de Hodgkin e não Hodgkin
-Mieloma Múltiplo
-Síndrome Mielodisplásica (SMD)
Doenças Hematológicas
-Aplasia Medular ou Anemia Aplástica Severa
-Anemia de Fanconi
-Hemoglobinapatias: Anemia Falciforme e Talassemia
-Hemoglobinúria Paroxística Noturna
Imundeficiências
-Congênitas ou primárias e secundárias
A indicação do transplante depende, em geral, da doença e da fase
da doença em que os pacientes se encontram. Para muitos casos, não
há como controlar a doença somente com a quimioterapia e radioterapia
convencional e a realização do transplante poder ser o melhor recurso
terapêutico para alcançar a cura.
Fonte: www.ameo.org.br
Quem é diabético pode ser doador de medula óssea?
Pode sim, desde que não esteja fazendo uso de insulina. Uma pessoa
que usa medicamentos para reduzir os níveis de glicose (hipoglicemiantes)
podem se cadastrar sem problemas.
Quem já teve hepatite pode se cadastrar para a doação?
Olá! Aí vai a resposta sobre o impedimento de doação de medula
por pessoas que tiveram hepatite. A fonte da informação é o site
do Dr. Dráuzio Varella
( http://drauziovarella.ig.com.br/entrevistas/doacaomedula.asp ),
de uma entrevista com Dra. Carmen Vergueiro, que é hematologista
e trabalha na Santa Casa de São Paulo. Abaixo, a resposta:
"Drauzio – Quem pode ser doador de medula óssea?
Carmen Vergueiro – Qualquer pessoa entre 18 e 55 anos, em bom estado
de saúde, pode ser doadora de medula óssea. Não existe nenhum outro
critério para exclusão.
Drauzio – Não são excluídas pessoas que tiveram hepatite nem as
portadoras do vírus HIV?
Carmen Vergueiro – A princípio, não. Pede-se apenas que a pessoa
tenha boa saúde. A sorologia não é importante no momento em que
entra no programa, pois a probabilidade é que, em cada dez mil,
só uma seja doadora, talvez vários anos depois de ter-se inscrito
como voluntária.
O importante é saber como ela está clinicamente na hora de doar.
Só, então, se irá avaliar, por exemplo, se a hepatite representa
um risco tão grande quanto o benefício de receber um transplante
de medula óssea."
Mais perguntas: pela comunidade
Salva-Vidas no orkut ou pelo e-mail
coordenacao@coracaosolidario.org.br
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